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sábado, 9 de novembro de 2013

Efeitos biológicos da radiação

 Efeitos biológicos da radiação

Os efeitos decorrentes do uso das radiações ionizantes sobre o organismo varia de dezenas de minutos até dezenas de anos, dependendo dos sintomas. As alterações químicas provocadas pela radiação podem afetar uma célula de várias maneiras, resultando em: morte prematura, impedimento ou retardo de divisão celular ou modificação permanente que é passada para as células de gerações posteriores.

A reação de um indivíduo à exposição de radiação depende de diversos fatores como:


  • ·         quantidade total de radiação recebida;
  • ·         quantidade de radiação recebida anteriormente pelo organismo, sem recuperação;
  • ·         textura orgânica individual;
  • ·         dano físico recebido simultaneamente com a dose de radiação ( queimadura, por exemplo ) ;
  • ·         intervalo de tempo durante o qual a quantidade total de radiação foi recebida.

                É bom salientar que o efeito biológico constitui a resposta natural de um organismo, ou parte dele, a um agente agressor ou modificador. O surgimento destes efeitos não significam uma doença. Quando a quantidade de efeitos biológicos é pequena, o organismo pode recuperar, sem que a pessoa perceba. Por exemplo, numa exposição à radiação X ou gama, pode ocorrer uma redução de leucócitos, hemácias e plaquetas e, após algumas semanas, tudo retornar aos níveis anteriores de contagem destes elementos no sangue. Isto significa que, houve a irradiação, ocorreram efeitos biológicos sob a forma de morte celular e, posteriormente, os elementos figurados do sangue foram repostos por efeitos biológicos reparadores, operados pelo tecido hematopoiético.
                Por outro lado, quando a quantidade ou a freqüência de efeitos biológicos produzidos pela radiação começa a desequilibrar o organismo humano ou o funcionamento de um órgão, surgem sintomas clínicos denunciadores da incapacidade do organismo de superar ou reparar tais danos, que são as doenças. Assim, o aparecimento de um tumor cancerígeno radioinduzido, significa já quase o final de uma história de danos, reparos e propagação, de vários anos após o período de irradiação. A ocorrência de leucemia nos japoneses, vítimas das bombas de Hiroxima e Nagasaki, teve um máximo de ocorrência cinco anos após. As queimaduras originárias de manipulação de fontes de Ir 192, em acidentes com irradiadores de gamagrafia, aparecem horas após. Porém , os efeitos mais dramáticos, como a redução de tecido, ou possível perda dos dedos, podem levar até seis meses para,acontecer.
                Os efeitos radioinduzidos podem receber denominações em função do valor da dose e forma de resposta, em função do tempo de manifestação e do nível orgânico atingido. Assim, em função da dose e forma de resposta, são classificados em estocásticos e determinísticos; em termos do tempo de manifestação, em imediatos e tardios; em função do nível de dano, em somáticos e genéticos ( hereditários ).

Efeitos,estocásticos
                São efeitos em que a probabilidade de ocorrência é proporcional à dose de radiação recebida, sem a existência de limiar. Isto significa, que doses pequenas, abaixo dos limites estabelecidos por normas e recomendações de radioproteção, podem induzir tais efeitos. Entre estes efeitos, destaca-se o câncer. A probabilidade de ocorrência de um câncer radioinduzido depende do número de clones de células modificadas no tecido ou órgão, uma vez que depende da sobrevivência de pelo menos um deles para garantir a progressão. O período de aparecimento ( detecção ) do câncer após a exposição pode chegar até 40 anos. No caso de leucemia, a freqüência passa por um máximo entre 5 e 7 anos, com período de Latência de 2 anos
.
Efeitos,determinísticos
                São efeitos causados por irradiação total ou localizada de um tecido, causando um grau de morte celular não compensado pela reposição ou reparo, com prejuízos detectáveis no funcionamento do tecido ou órgão. Existe um limiar de dose, abaixo do qual a perda de células é insuficiente para prejudicar o tecido ou órgão de um modo detectável. Isto significa que, os efeitos determinísticos, são produzidos por doses elevadas, acima do limiar, onde a severidade ou gravidade do dano aumenta com a dose aplicada. A probabilidade de efeito determinístico, assim definido, é nula para valores de dose abaixo do limiar, e 100% acima.

Exemplos de efeitos determinísticos na pele, são: eritema e descamação seca para dose entre 3 e 5 Gy, com sintomas aparecendo após 3 semanas; decamação úmida acima de 20Gy, com bolhas após 4 semanas; necrose para dose acima de 50Gy, após 3 semanas. Como outros exemplos citamos como efeitos determinísticos, a esterilidade temporária ou permanente, a opacidade das lentes, catarata, e depressão do tecido hematopoiético para exposições única e fracionada.

Efeitos,somáticos
                Surgem do dano nas células do corpo e o efeito aparece ns própria pessoa irradiada. Dependem da dose absorvida, da taxa de absorção da energia da radiação, da região e da área do corpo irradiada.

Efeitos,genéticos,ou,hereditários
                São efeitos que surgem no descendente da pessoa irradiada, como resultado do dano produzido pela radiação em células dos órgãos reprodutores, as gônadas. Tem caráter cumulativo e independe da taxa de absorção da dose.

Efeitos,imediatos,e,tardios
                Os primeiros efeitos biológicos causados pela radiação, que ocorrem num período de poucas horas até algumas semanas após a exposição, são denominados de efeitos imediatos, como por exemplo, a radiodermite. Os que aparecem depois de anos ou mesmo décadas, são chamados de efeitos retardados ou tardios, como por exemplo o câncer.
Se as doses forem muito altas, predominam os efeitos imediatos, e as lesões serão severas ou até letais. Para doses intermediárias, predominam os efeitos imediatos com grau de severidade menor, e não necessariamente permanentes. Poderá haver, entretanto, uma probabilidade grande de lesões severas a longo prazo. Para doses baixas, não haverá efeitos imediatos, mas há possibilidade de lesões a longo prazo.
                Os efeitos retardados, principalmente o câncer, complicam bastante a implantação de critérios de segurança no trabalho com radiações ionizantes. Não é possível, por enquanto, usar critérios clínicos porque, quando aparecem os sintomas, o grau de dano causado já pode ser severo, irreparável e até letal. Por enquanto, utilizam-se hipóteses estabelecidas sobre critérios físicos, extrapolações matemáticas e comportamentos estatísticos.

Efeitos Biológicos das Radiações Ionizantes
Introdução
            Todos nós estamos sujeitos à exposição às radiações , e para a maioria das pessoas a própria natureza é uma das principais fonte de radiação. A radiação cósmica atinge a atmosfera da Terra , proveniente do Sol e fontes de energia de nossa galáxia. Aquelas emitidas pelo Sol são mais intensas durante as explosões solares , mas outras apesar de menos intensas ,são bastante constantes em número. A Terra tem como blindagem natural a sua atmosfera , que retém parte da radiação , e a distribuição da dose de radiação recebida pelas pessoas aumenta com a latitude e altitude. A média global de dose de radiação devido à radiação cósmica ao nível do mar é da ordem de 0,26 mSv/anoDa mesma forma , a Crosta da Terra é feita de alguns materiais que são naturalmente radioativos, o urânio e tório, por exemplo, está contido nas rochas, no solo, muitas vezes em baixa concentração. Tais materiais são matéria prima para construção de casas, edifícios , e assim as radiações gama emitidas por esses elementos são fontes de exposição para nosso corpo, dentro de casa como fora dela. A dose de radiação varia de acordo com as áreas de extração das rochas e solo, porém representam em média anual uma dose de 0,07 mSv/ano, assim podemos citar outras fontes de radiação natural que o ser humano está sujeito desde que nasceu e que convive por toda sua existência, como o radom, gás radioativo dispersado na atmosfera, responsável por uma dose média anual de 0,20 mSv/ano ; materiais radioativos presentes nos alimentos e na água ,como Potássio-40 , responsável por uma dose anual de 0,40 mSv/ano , radiação devido à precipitação de elementos na atmosfera ( fall-out radioativo) responsável por uma dose anual de 0,01 mSv/ano; indústria nuclear que libera pequenas quantidades de uma larga variedade de materiais radioativos sob a forma de líquidos e gases,responsáveis por uma dose anual de 0,008 mSv/ano; acidentes que liberam materiais radioativos para a atmosfera , tal como Chernobyl * na Ucrânia responsável por uma dose anual de 15 mSv. Sendo assim a média anual de dose devido a todas essas fontes de radiação ao qual estamos sujeitos é aproximadamente 3,60 mSv.
Os efeitos das radiações sobre o ser humano são classificados em dois grupos:
Efeitos Estocásticos
            São aqueles que podem ocorrer com qualquer nível de dose sem nenhum limiar, como por exemplo efeitos hereditários , e seu grau de severidade é dependente da dose de exposição ;
Efeitos Determinísticos (não-estocásticos)
            São aqueles que ocorrem a partir de um limiar de dose e cuja gravidade aumenta com a dose, como por exemplo catarata, danos celulares e outros.
            Em poucas palavras, é reconhecido que exposições do ser humano a altos níveis de radiação pode causar dano ao tecido exposto , e os efeitos podem ser clinicamente diagnosticado no indivíduo exposto , que são chamados de efeitos determinísticos em razão de que uma vez a dose de radiação acima do limiar relevante tenha sido recebida, os efeitos ocorrerão e o nível de severidade dependerá da dose.
Efeitos das radiações sobre as células:
            As radiações interagem com as células produzindo ionização e excitação dos átomos que constituem as mesmas. As moléculas podem receber diretamente a energia das radiações ( ação direta ) ou por transferência de outra molécula (ação indireta ).Como sabemos, as células possuem 80% de água, assim a radiólise (decomposição da molécula de água por ação da radiação) produz água oxigenada ou (Peróxido de Hidrogênio, elemento tóxico para as células) , e radicais livres de oxigênio que podem formar outras substâncias nocivas às células.
Como ação direta e indireta sobre as células tem respectivamente:
Ação sobre o DNA: é o DNA que reponde pela descendência dos indivíduos, e assim a interação da radiação pode provocar alterações e mutações genéticas.
Ação sobre a membrana celular: a radiação pode provocar mudanças na estrutura química da membrana celular provocando alteração na sua capacidade de permeabilidade seletiva.
Efeitos somáticos
            Para a irradiação de partes do corpo, com doses de radiação localizadas, os efeitos também tendem a ser localizados, ao contrário da irradiação do corpo todo onde os efeitos comprometem todo o organismo.
Irradiação de Partes do Corpo:
Pele:
            Após irradiação intensa há destruição das células, resultando numa eritematose e numa ulceração inflamatória superficial (radiodermite) , com limiar de dose acima de 3 Gy. A cicatrização se efetua pela multiplicação celular nas regiões vizinhas não irradiadas. Uma irradiação que tenha lesado também a derma, produz uma radiodermite profunda, com dificuldades de cicatrização com doses acima de 15 Gy e necrose (morte celular) com doses acima de 20 Gy.
Tecidos Hematopoiéticos (medula óssea):
            Os tecidos hematopoiéticos são tecidos responsáveis por pela produção de glóbulos brancos e vermelhos do sangue, sob a ação da radiação sofrem uma diminuição da produção desses elementos, ou, dependendo da dose , uma total incapacidade de produção , ficando o indivíduo exposto ao risco de infecções, sem defesa às doenças. O limiar da síndrome nesses tecidos é estimado em 1 Gy , aparecendo sintomas de febre, leucopenia em 2 a 3 semanas.
Sistema Vascular:
As irradiações produzem lesões nos vasos sangüíneos , surgindo hemorragias. Sistema gastrointestinal (intestinos):
            Reações inflamatórias, descamação do epitélio, resultando ulcerações no sistema. O limiar da síndrome no sistema gastro-intestinal é aproximadamente 3 Gy , com período de latência de 3 a 5 dias, ocasionando sintomas como vômitos, diarréia , desidratação , anorexia.
Sistema Reprodutor:
            No órgão reprodutor masculino, a irradiação pode provocar esterilidade temporária ( doses da ordem de 3 Gy ) ou esterilidade permanente ( doses da ordem de 6 Gy) .
            No sistema reprodutor da mulher, os ovários são mais sensíveis às radiações , e podem provocar esterilidade com doses da ordem de 1,7 Gy que aparece aos 90 dias , podendo perdurar de 1 a 3 anos e doses acima de 3 Gy , esterilidade permanente.
Irradiação de Corpo Inteiro:
            De um modo geral , a irradiação no corpo todo de forma aguda ,com doses acima de 0,25 Gy, podem provocar: Anorexia, náusea , vômito , prostração , diarréia , conjuntivite , eritema , choque , desorientação , coma e morte. Tais sintomas são denominados como Síndrome Aguda da Radiação (SAR) .
A exposição externa de corpo todo, de forma aguda , S.A.R ,consiste nos seguintes:
Fase inicial: É a fase onde os efeitos físicos provocados pela exposição , se processam.
Período latente: É a fase em que as reações químicas, provocadas pela exposição são processadas.
Fase Crítica: É a fase onde o indivíduo apresenta a sintomatologia dos efeitos da exposição.
            Efeitos a longo prazo podem ser observados quando indivíduos são expostos a doses baixas por um longo período de exposição , manifestando-se anos mais tarde. É necessário enfatizar que nenhuma enfermidade é associada ou caracterizada como "doença da radiação" , o que se verifica é um aumento da probabilidade do aparecimento de doenças já conhecidas e existentes.
            Podemos classificar ainda, alguns órgãos e algumas células quanto a sua radiosensibilidade. Constando em literaturas e normas de radioproteção podemos encontrar, por exemplo, a classificação de órgãos mais radiosensíveis como: Gônadas, Cristalino, Medúla Óssea e Tireóide.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Ecologia

Ecologia é a ciência que estuda as interações entre os organismos e seu ambiente, ou seja, é o estudo científico da distribuição e abundância dos seres vivos e das interações que determinam a sua distribuição. As interações podem ser entre seres vivos e/ou com o meio ambiente. A palavra Ecologia tem origem no grego "oikos", que significa casa, e "logos", estudo. Logo, por extensão seria o estudo da casa,ou, de forma mais genérica, do lugar onde se vive.
cientista alemão Ernst Haeckel usou pela primeira vez este termo em 1869 para designar o estudo das relações entre os seres vivos e o ambiente em que vivem.
A Ecologia pode ser dividida em AutoecologiaDemoecologia e Sinecologia. Entretanto, diversos ramos tem surgido utilizando diversas áreas do conhecimento: Biologia da Conservação, Ecologia da Restauração, Ecologia Numérica, Ecologia Quantitativa, Ecologia Teórica, Macroecologia, EcofisiologiaAgroecologia, Ecologia da Paisagem. Ainda pode-se dividir a Ecologia em Ecologia Vegetal e Animal e ainda em Ecologia Terrestre e Aquática.
meio ambiente afeta os seres vivos não só pelo espaço necessário à sua sobrevivência e reprodução, mas também às suas funções vitais, incluindo o seu comportamento, através do metabolismo. Por essa razão, o meio ambiente e a sua qualidade determinam o número de indivíduos e de espécies que podem viver no mesmo habitat. Por outro lado, os seres vivos também alteram permanentemente o meio ambiente em que vivem. O exemplo mais dramático de alteração do meio ambiente por organismos é a construção dos recifes de coral por minúsculosinvertebrados, os pólipos coralinos.
As relações entre os diversos seres vivos existentes num ecossistema também influencia na distribuição e abundância deles próprios. Como exemplo, incluem-se a competição pelo espaço, pelo alimento ou por parceiros para a reprodução, a predação de organismos por outros, asimbiose entre diferentes espécies que cooperam para a sua mútua sobrevivência, o comensalismo, o parasitismo e outras.

Vegetation-no-legend.PNG
A ecologia abrange desde áreas como processos globais, estudos de habitats marinhos e terrestres a interações interespecíficas como predação e polinização.
European honey bee extracts nectar.jpgMale lion on savanna.jpgBlue Linckia Starfish.JPGHawk eating prey.jpg



Definição de Bioma

Bioma é um conjunto de diferentes ecossistemas, que possuem certo nível de homogeneidade.
São as comunidades biológicas, ou seja, as populações de organismos da fauna e da flora interagindo entre si e interagindo também com o ambiente físico chamado biótopo.
O termo "Bioma" (bios, vida, e oma, massa ou grupo) foi utilizado pela primeira vez em 1943 por Frederic Edward Clements definindo-o como uma unidade biológica ou espaço geográfico cujas características específicas são definidas pelo macroclima, a fitofisionomia, o solo e a altitude. 
Podem, em alguns casos, ser caracterizados de acordo com a existência ou não de fogo natural. Com o passar dos anos, a definição do que é um bioma passou a variar de autor para autor.

Definições

Área biótica ou biótopo é a base onde estão assentados os seres vivos, é o chão, é o solo, são as águas, é o ar do ambiente. O biótipo significa o conjunto dos fatores do meio ambiente que não têm vida tais como a areia, as rochas, a argila, os minerais, as substâncias inorgânicas, o ar, a energia do ambiente, os raios, os trovões, os relâmpagos, o calor, a radioatividade, a luz solar, a energia de uma forma geral compõe o biótipo.
  • Biocenose: A fauna e a flora, os micróbios, os seres vivos em geral.
Os seres vivos são a biocenose o conjunto de comunidades formadas pelas populações dos organismos das espécies de seres vivos interagindo entre sí.
  • Ecossistema: O conjunto formado pela biocenose e pelo biótopo.
Ao conjunto biocenose interagindo com o biótopo damos o nome de ecossistema.
  • Bioma
Um conjunto de ecossistemas constitui um bioma.
  • Biosfera
O conjunto de todos os biomas da Terra, constitui a biosfera da Terra.
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Classificação dos biomas

Existem três tipos de biociclosepinociclotalassociclo e limnociclo.
Epinociclo
O epinociclo é o biociclo terrestre. É o conjunto dos seres vivos que vivem sobre terra firme e apresenta quatro biócoros bem distintos: as florestas, assavanas, os campos e os desertos.
A biócora floresta aparece em diversos biomas diferentes, exemplos:
Alguns exemplos de biomas que apresentam a biócora savana:
Alguns exemplos de biomas que apresentam o biócoro campo:
Alguns exemplos de biomas que apresentam o biócoro deserto:
Talassociclo
talassociclo é o biociclo marinho. É o conjunto dos seres vivos que vivem em água salgada representados pelo plânctonnécton e bentos. O plâncton são seres microscópicos, incluindo ofitoplâncton e o zooplâncton; o nécton são os animais que nadam livremente como os peixes e os golfinhos. O bentos são os seres vivos que passam a maior parte do tempo parados afixados nas rochas ou enterrados na areia do fundo dos mares e oceanos como, por exemplo, coraisostrasmariscos etc. O talassociclo apresenta três biócoros distintos:
  • Biócoro da zona nerítica, que vai da superfície a até 200 metros de profundidade;
  • Biócoro da zona batial, que vai de 200 a até 2000 metros de profundidade;
  • Biócoro da zona abissal, que vai de 2000 a até o fundo do oceano em profundidades que chegam a 11.000 metros abaixo da superfície dos oceanos;
Limnociclo
O limnociclo é o biociclo dulcícola, ou seja, é o conjunto dos seres vivos que vivem em água doce e apresenta dois biócoros distintos:
  • O biócoro das águas lênticas: que são águas paradas como pântanos, brejos, poças d’água e lagoas de água doce e parada; exemplos: bioma da Lagoa da Conceição, na Ilha de Santa Catarina, bioma da lagoa da Messejana.
  • O biócoro das águas lóticas, que são águas correntes como riachos, ribeirões, rios e lagos de água doce e corrente; exemplo, bioma do Rio Amazonas.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Radiação








Radiação

Radiação

O que é Radiação:
Radiação significa a propagação de energia de um ponto a outro no espaço ou em um meio material, com uma certa velocidade. É um campo de estudos da Física.
Os elementos condutores de energia determinam as formas de radiação eletromagnética ou corpuscular.
A radiação eletromagnética se caracteriza pela oscilação entre um campo elétrico e um campo magnético e está classificada de acordo com a frequência de ondas, sendo as mais conhecidas: ondas hertzianas (de rádio ou TV), microondas, radiação infravermelha, ultravioleta, raios X e raios gama.
A radiação corpuscular é constituída por partículas subatômicas, sendo os tipos mais conhecidos: elétrons, prótons, nêutrons, dêuterons e partículas alfa e beta.
A radiação é produzida de forma natural ou artificial. Na natureza, a radiação ultravioleta (raios UV) e a infravermelha são aquelas produzidas por corpos que apresentam calor, sendo o Sol a principal fonte.
A radiação ultravioleta também pode ser obtida artificialmente através de lâmpadas fluorescentes ou câmaras de bronzeamento artificial.
Dependendo da quantidade de energia, a radiação pode ser ionizante (alto nível de energia) ou não-ionizante (baixa energia).
A radiação ionizante tem inúmeras aplicações na vida humana: medicina nuclear (radioterapia), exames de diagnósticos (raio X), indústria bélica, conservação de alimentos, agricultura, entre outras.
Qualquer radiação pode ser prejudicial à saúde, tendo em conta o tempo de exposição e a intensidade da radiação. Contudo, a exposição inadequada às radiações ionizantes pode causar graves danos à saúde das pessoas ou dos animais.

 

O que é Radioatividade:

Radioatividade (ou radiatividade) é a propriedade de determinados tipos de elementos químicos radioativos emitirem radiações, um fenômeno que acontece de forma natural ou artificial. A radioatividade natural ou espontânea ocorre através dos elementos radioativos encontrados na natureza (na crosta terrestre, atmosfera, etc.). Já a radioatividade artificial ocorre quando há uma transformação nuclear, através da união de átomos ou da fissão nuclear. A fissão nuclear é um processo observado em usinas nucleares ou em bombas atômicas.
Alguns átomos como os do urânio, rádio ou tório são instáveis (resultado da combinação de nêutrons e prótons). A liberação de energia radioativa acontece quando há uma transformação do núcleo instável (desintegração nuclear) e o núcleo começa a perder partículas alfa, beta ou raios gama.
Na medicina nuclear, a radiação gama (um tipo de radiação eletromagnética) é utilizada na imagiologia, processo de realização de diagnósticos através da análise de imagens obtidas com recurso a partículas radioativas, por exemplo, mamografia, tomografia computadorizada, ultrassonografia ou a popular radiografia (raio-X). A longa exposição de organismos vivos à radiação pode provocar graves lesões no corpo, doenças diversas ou morte.
O fenómeno de radioatividade foi observado pela primeira vez em 1896 quando o francês Henri Becquerel estudava os efeitos da luz solar sobre materiais fosforescentes. O primeiro caso de radioatividade artificial foi observado pelo casal Joliot-Curie durante a irradiação do alumínio com raios α, processo durante o qual se forma fósforo radioativo. Para medir a radioatividade utiliza-se um contador Geiger-Müller, aparelho que mede a ionização do ar produzida pela radiação radioativa.


Benefícios da radioatividade

A radioatividade tem vários benefícios para o ser humano. Entre eles é importante realçar a sua utilização na produção de energia, na esterilização de materiais médicos, no diagnóstico de doenças e no controle do câncer, através da radioterapia.
Em alguns alimentos, mais concretamente nas frutas, a radiação iônica emitida sobre elas, permite que a sua durabilidade aumente. Essa radiação não altera o sabor e as qualidades nutritivas dos alimentos.

O que é Energia nuclear:

Energia nuclear é um tipo de energia liberada quando acontece uma reação nuclear. Reação nuclear significa a transformação do núcleo de determinados átomos provocando uma fissão nuclear (divisão do núcleo atômico). O urânio é um elemento amplamente utilizado na fissão nuclear. A energia obtida em reatores nucleares pode ser utilizada para produção de energia elétrica (através da reação controlada) ou de armas nucleares (considerada uma reação descontrolada porque as fissões ocorrem muito rapidamente).
Uma das grandes vantagens da utilização de energia nuclear para gerar eletricidade é a não contribuição para o efeito estufa, comparada à queima de combustíveis fósseis (carvão, gás ou petróleo) que produz elevada emissão de gases poluentes. Outras vantagens são: maior independência para os países importadores de combustíveis fósseis, utilização de pequenas áreas de terreno para instalação, etc.
As desvantagens da utilização de energia nuclear englobam os riscos de acidente nas usinas nucleares (embora pouco frequentes podem provocar graves danos à população e ao meio ambiente); possibilidade de utilização na fabricação de bombas atômicas; os resíduos radioativos (lixo atômico), apesar da pouca quantidade gerada, não têm utilização posterior; envolve elevados custos de construção e operação das usinas.
Fazem parte dos países que utilizam energia nuclear: Estados Unidos, Japão, França, Reino Unido, Alemanha, Rússia, China, Coreia do Norte.

O que é Usina nuclear:

Usina nuclear é um conjunto de instalações industriais destinadas à produção de eletricidade utilizando energia nuclear. Os materiais radioativos utilizados são sujeitos a uma reação para produzirem calor, sendo que o calor gerado move um alternador que produz energia elétrica. Urânio é na maior parte dos casos, o material utilizado na produção de energia nuclear.
Os reatores nucleares são grandes compartimentos herméticos de resfriamento onde são produzidas grandes quantidades de calor. A produção de material radioativo transforma as usinas em instalações complexas e extremamente perigosas. No entanto, estão envolvidas por elevado grau de segurança para evitar qualquer tipo de acidente.  Os efeitos provocados pelo vazamento de radiações, compromete seriamente a saúde dos seres vivos no ambiente exterior.
A construção de usinas nucleares é motivo de muitas polémicas em todo o mundo.
 Debate-se, por um lado, os crescentes desenvolvimentos sociais e econômicos verificado nos países que as possuem. Por outro lado, em caso de acidente, já foram comprovados os estragos causados no meio ambiente e na população pela exposição à radiação.



Acidentes provocados por radiação nuclear

O vazamento de radiação na Usina Nuclear de Chernobyl, na atual Ucrânia, em 26 de Abril 1986, foi considerado como o maior acidente nuclear da história.
Em 11 de Março de 2011, na cidade de Fukushima, Japão, um tsunami na sequência de um terremoto de 9 graus na escala Richter provocou o vazamento de radiação na Usina Nuclear de Fukushima.
UV é a sigla para ultravioleta, que é um tipo de radiação eletromagnética. A radiação é muito prejudicial ao ser humano, e pode ser dividida em UVA, UVB e UVC, e esses raios, ao entrar em contato com a pele do ser humano, fazem muito mal, e podem ser as responsáveis até mesmo por câncer de pele. Esses raios são invisíveis, e estão presentes tanto no inverno, como no verão, claro que com maior incidência no calor.
Para se prevenir da radiação, é necessário usar protetor solar diariamente, não pegar sol entre as 10h da manhã e as 16h da tarde, colocar um protetor solar com fator de proteção acima de 30, principalmente em pessoas com pele clara, e crianças.

Significado de UVA

A radiação UVA é presente durante todo o ano, e atinge a pele quase que da mesma forma, tanto no inverno como no verão. Os raios UVA penetram profundamente na pele, e são os principais responsáveis pelo envelhecimento da pele e aparência. Essa radiação também tem uma participação em alergias, e predispõe a pele ao surgimento do câncer. Os raiovs UVA também estão presentes nas câmaras de bronzeamento artificial, inclusive em doses mais altas do que a radiação solar.

Significado de UVB

A radiação UVB é parcialmente absorvida pela camada atmosférica da terra, e sua parte que chega à Terra é responsável por danos à pele. A radiação UVB ocorre mais durante o verão,  esse raio penetra superficialmente na pele e são os responsáveis pelas queimaduras do sol.  Esse tipo de raio é mais invisivel, as vezes as pessoas pensam que só porque não ficaram vermelhas não foram prejudicadas, mas o raio UVB favorece muito o envelhecimento da pele.

UVC

Já a radiação UVC, é totalmente absorvida pelo oxigênio e o ozônio da atmosfera, e é praticamente inofensiva. Essa radiação é altamente penetrante e danosa a saúde,  e os seres humanos teriam sérios problemas se ela atingisse a superfície terrestre. Por esse motivo, é tão importante proteger a camada de ozônio, para evitar que raios cada vez mais fortes e potentes cheguem à Terra.

Raios: alfa, beta e gama

Os raios Alfa, Beta e Gama são invisíveis aos olhos humanos, mas existem na forma de radiações. Entende-se por radioatividade a capacidade que alguns elementos fisicamente instáveis possuem de emitir energia sob forma de partículas ou radiação eletromagnética. Acompanhe cada radiação em particular e confira do que se trata cada..uma..delas:



Raios..alfa (α)

A radiação alfa possui carga positiva, ela é constituída por 2 prótons e 2 nêutrons, as partículas alfa são facilmente barradas por uma folha de papel alumínio, apesar de serem bastante energéticas. A radiação alfa possui massa e carga elétrica relativamente maior que as demais radiações.

Raios..beta (β)

A radiação beta possui carga negativa, se assemelha aos elétrons. As partículas beta são mais penetrantes e menos energéticas que as partículas alfa, conseguem atravessar o papel alumínio, mas são barradas por madeira. É válido lembrar que apenas os raios alfa e beta possuem carga positiva e negativa respectivamente, e os raios gama que veremos a seguir são ausentes de carga elétrica.

Raios..gama (γ)

Os Raios gama não são tão energéticos, mas são extremamente penetrantes, podendo atravessar o corpo humano, são detidos somente por uma parede grossa de concreto ou por algum tipo de metal. Por estas características esta radiação é nociva à saúde humana, ela pode causar má formação nas células.

As radiações alfa, beta e gama são perigosas, mas quando são devidamente empregadas podem ser úteis em diversas áreas de trabalho: na saúde é usada no tratamento de tumores cancerígenos, na indústria a radioatividade é utilizada para obter energia nuclear e na ciência tem a finalidade de promover o estudo da organização atômica e molecular de outros elementos.

Observando o poder de penetração dos raios alfa, beta e gama em diversos materiais pode-se concluir o seguinte:
Os raios gama atravessam todas as barreiras que os raios alfa e beta não conseguem atravessar, e só são contidos por uma parede de concreto, inclusive conseguem penetrar até mesmo uma placa de chumbo.

Poder de penetração